A Valor Ambiental não teve qualquer preocupação em demonstrar insatisfação com a Prefeitura no exato momento em que o Paço Municipal realiza o chamamento para empresas participarem de novo contrato.
A alegação de atraso de pagamento (que a prefeitura nega da forma cobrada) termina, assim, em função do encontro do sujeito com o objeto, apenas a emoldurar, perante a opinião pública (e a portais de notícias que o divulgam como amplificado), o núcleo da indignação dos empresários.
A empresa, como é lógico, pelos fatos que provocou, não aceitaria, na verdade, é o chamamento público de nova licitação de contrato que vence no próximo dia 26.
Aliás, como confidenciam setores responsáveis por licitações na Prefeitura, a Valor pressionava pela continuidade de um contrato emergencial.
A dívida do Executivo municipal com a Valor remontaria à administração de Carlos Amastha e que a prefeitura estaria tentando resolver.
Estariam, portanto, os empresários apenas, no popular, esperneando porque não teriam conseguido estancar o chamamento. Uma estratégia em que os empregados (e a população sem o lixo recolhido) seriam mera bucha de canhão.
As pessoas tem memória curta. Essa Valor Ambiental foi contratada por Carlos Amastha numa licitação em que outra empresa apresentou um preço menor: CGC Coleta Geral.
A Valor apresentou o preço de R$ 37,6 milhões contra R$ 33,1 milhões da CGC. O caso foi parar na Justiça e apesar da diferença de R$ 4,5 milhões, Amastha e a Valor ficaram limpinhos. Disso resultou a elevação do IPTU da cidade.
A Valor, agora, pelo visto, imaginou fazer com Cínthia o que os fatos sugerem ter feito com Amastha. Parece que deu errado.


