Quinta-feira, 22 de Out de 2026

Hospitais do Tocantins deixam de admitir novos pacientes em UTIs e leitos de internação hospitalar pelo SUS por falta de pagamento

22/10/2026 110 visualizações

Decisão foi do Sindicado dos Hospitais do Tocantins. Entidade aponta falta de insumos e dificuldades financeiras para receber novos pacientes em UTIs e realizar procedimentos eletivos e defende medidas urgentes para garantir a sustentabilidade dos serviços

 

O Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado do Tocantins (Sindesto) alerta para a situação de insustentabilidade financeira enfrentada por prestadores da rede privada que atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

A partir de quarta-feira, 21 de outubro, os hospitais afetados deixaram de admitir novos pacientes em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto, neonatal e pediátrica, além de leitos de internação hospitalar, diante da impossibilidade material e financeira de assumir novos atendimentos. A situação também compromete a realização de procedimentos eletivos.

 

O sindicato esclarece que a situação não representa uma decisão deliberada de suspensão dos atendimentos, mas uma limitação concreta da capacidade dos estabelecimentos de assumir novas demandas assistenciais sem os recursos financeiros necessários para custear os serviços.

 

A manutenção da assistência hospitalar exige condições financeiras para pagamento de profissionais, aquisição de medicamentos, insumos, materiais e demais despesas indispensáveis ao funcionamento das unidades. Sem recursos suficientes, torna-se inviável assumir novos atendimentos com a segurança e a estrutura necessárias.

 

O presidente do Sindesto, Thiago Antônio de Sousa, destaca a gravidade da situação e reforça a necessidade de providências urgentes para garantir condições de funcionamento aos prestadores. “Não se trata de uma decisão dos hospitais de deixar de atender, mas de uma impossibilidade financeira real. Os estabelecimentos precisam de recursos para manter suas estruturas, pagar profissionais e adquirir os insumos necessários. Sem essas condições, não é possível assumir novos pacientes com a segurança e a responsabilidade que a assistência à saúde exige”, afirma.

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