Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Cafajestada dos aliados de Dorinha contra Vicentinho demonstra método criminoso que pode ter origem no próprio governo. SSP deve explicar laudo e não abertura de inquérito para ação penal incondicionada do MPE há 17 anos e seu uso a três dias das eleições

23/10/2026 305 visualizações

O debate na Globo (nacional) nesta sexta prevê, junto com seu desenrolar, uma equipe para informar ao eleitor/telespectador, também ao vivo, se a informação do candidato (e de sua campanha) é fato ou fake.

Um avanço civilizatório. Uma preocupação com o imoral, um anteparo a cafajestadas criminosas de candidatos (e sua entourage) contra adversários.

Do debate da Globo (regional) ontem emergiu um suposto laudo do IML de Palmas de violência doméstica do candidato (e deputado federal), Vicentinho Jr  contra ex-esposa e filhas.

Foi o suficiente para, segundos depois (as 23 horas), um “magote” imensurável de portais de notícias criados na pré e muitos dentro do período eleitoral amplificarem a coisa.

O fato-fake da Globo Nacional fez falta no Estado.

A ex-esposa do candidato do PSDB (que é também jornalista) e as suas duas filhas tiveram que enfrentar a madrugada (após o debate já  nesta sexta) para apontar a picaretagem: seria não só falsa, como inverossímil, a “notícia-crime”.

A ex-esposa, que conhece o meio jornalístico e "jornalístico", obrigando-se a, recuperando-se de cirurgia, deixar o tratamento na madrugada para negar a denúncia da qual seria uma das vítimas.

Somando-se às outras duas supostas vítimas (duas filhas) que, também, deixaram a cama, como a mãe, na madrugada para negá-la existência.

Uma suposta violência (negada pelas apontadas vítimas) que teria acontecido há 17 anos!!

Algumas publicações não confrontaram sequer as datas. Umas informam 2007, noutras, 2009. No tal laudo seria 3 de maio. Ocorrência em 4 de maio. Algumas citam uma filha que teria nascido depois da ocorrência do suposto fato.

Houve publicações que informaram maio 2007 (e não 2009) e a filha  mais nova que teria sido também vítima veio a público para dizer que só nascera em junho. Um mês depois!!

O Laudo do IML? Deve explicações a Secretaria de Segurança Pública sobre sua veracidade ou não.

Se falso, obriga-se a Segurança Pública e a Corregedoria apontar os supostos criminosos autores da fraude com documento público. E a  Justiça Eleitoral, Criminal e Civil a punir seus amplificadores.

Se verdadeiro (como apontam não sê-lo as próprias supostas vítimas), o governo de Wanderlei Barbosa (que apoia a candidata Dorinha Seabra) deveria legal e obrigatoriamente explicar o motivo de uma ocorrência, com laudo do IML comprovando violência doméstica, não virou um inquérito e uma ação penal.

Uma ação penal que é de caráter incondicionado, a que tanto a delegada/SSP como o Ministério Público são obrigados incondicionalmente a promovê-la no  Judiciário.

Mas a omite diante de uma divulgação dessas a três dias das eleições. E tudo fica por isto  mesmo!!!

No primeiro semestre, muitos se revoltaram quando apontei a inclinação imoral (e não escolhas democráticas) de determinados canais e portais. 

Nos últimos quatro anos, surgiram números estratosféricos para portais: quase 500 novos "veículos" estão nas ruas sob que financiamento não se sabe.

A lama na campanha de Dorinha, por estas e outras, parece ter ultrapassado o muro de arrimo e ganhado as ruas e redes sociais de cara limpa.

Tudo isto contra um candidato homem. E que favorece, por pura gravidade, uma candidata mulher. Um violento, outra a vítima.

 

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