Terça-feira, 3 de Nov de 2026

Urnas concederam a Vicentinho força política suficiente para formar um secretariado que atenda ao projeto que apresentou à população

03/11/2026 263 visualizações

O governador eleito Vicentinho Jr (PSDB) anuncia nesta terça parte do secretariado.

Com 64,52% (562.083) - a maior votação de governador da história do Tocantins - e eleito numa chapa com apenas dois partido, tem força política suficiente para formar um governo sob tais condições.

O governo que vai suceder, ainda que dentro da LRF por enquanto, enfrenta problemas no fechamento das contas.

Afinal, tem excedido nos últimos meses impulsionado pela campanha eleitoral.

Perdeu as eleições e viu sua base fragmentar-se e migrar em direção ao governador eleito.

Uma coalizão natural é possível deduzir já esteja ocorrendo facilitando as ações do governador eleito. Sem exigências de cargos e contrapartidas, no que facilita a montagem do governo.

Relatório publicado na semana passada (26 de outubro) pela Secretaria do Tesouro Nacional mostra que nos dois primeiros quadrimestres deste ano, as receitas do Estado cresceram 9% e as despesas 13%, comparado com os dois primeiros quadrimestres de 2025.

Por outro lado, o governo viu reduzir sua poupança (fundamental para a capacidade de pagamento) de 10% da receita corrente líquida (2025) para 6,7% este ano.

Significa que na próxima Capag poderá apresentar resultado menor. E sem Capag não pode fazer empréstimos e sofre restrições em convênios.

Mais não bastasse, a dívida consolidada do Estado (registra a STN) cresceu 14% só de dezembro/2025 a agosto deste ano. Um avanço considerável dado que em agosto de 2025 ela havia caído 10%.

Em um ano, portanto, a dívida do Estado teria avançado 24 pontos percentuais.

Há pontos positivos como a redução dos gastos com salários (em função do crescimento da RCL): caiu de 60% (agosto/2025) para 55% (agosto/2026).

Mas aumentou o custo da Previdência: saiu de R$ 1,77 bilhões (2025) para R$ 2,04 bilhões/15% das receitas (2026). Este um grande gargalho das contas públicas estaduais.

Aposentadorias e pensões crescendo mais do que a educação (R$ 1,71 bilhões/12%), segurança pública (R$ 1,31 bilhão/9%) e quase os R$ 2,88 bilhões (21%) gastos na saúde.

Não é situação que dê muita abertura a composições políticas heterodoxas.

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