As especulações sobre a possibilidade do senador Eduardo Gomes (PL) migrar para o PSD dizem mais de sujeitos do que de objetos.
O PSD saiu menor das eleições. O partido é nem-nem: nem Lula, nem Bolsonaro.
Flávio perdeu e fugiu, mas Jair pode ter pena reduzida pelo STF em dois anos. Supremo já analisa.
Progressão em 2027 ou 2028. Vivinho da Silva.
Eduardo Gomes (PL) foi líder de Jair no Congresso.
Ambos tem vínculos fortes. Tem também projetos: Michele (PL) ou Tarcísio (Republicanos).
E até o próprio Jair, dependendo da decisão do STF.
Gomes saiu das urnas com 450 mil votos. Um canhão nas mãos.
O PL tem agora a maior bancada no Senado (29 senadores) e na Câmara (121 deputados). E elegeu seis governadores.
Diferente do PSD, nada se faz sem o PL no Congresso.
O PSD tem quatro senadores e 43 deputados e cinco governadores.
Não haveria, assim, razões para Gomes trocar Bolsonaro por Kassab. Só no imponderável.
E ainda submeter-se, na base de Lula, à liderança da ex-senadora Kátia Abreu (PT) - sem mandato - no Estado.
Deixar de ser protagonista com seus 450 mil votos para ser coadjuvante do PT que, em duas décadas não perdia a eleição para presidente no Tocantins.
Sendo que Lula não poderá mais disputar eleições e o PT não tenha substituto ainda.
De outro modo, Gomes deixaria a direita justamente quando a direita, com seus votos, derrotou a esquerda no seu colégio eleitoral.
E passaria a ser nem-nem. Uma alquimia de jumento de carga.


