O governo do Estado tem sido criticado nas redes sociais por autorizar um reajuste nos preços dos combustíveis a partir de fevereiro do próximo ano.
Aumento que teria sido determinado após o resultado das eleições. Finalidade sugerida: atrapalhar o governo de Vicentinho Jr.
É um movimento, na verdade, nacional, da juventude de esquerda para isentar Lula do reajuste.
E como o governo do Estado reage? Republicando um vídeo de sete meses atrás em que Wanderlei Barbosa anuncia redução no preço do díesel em R$ 0,60, com uma subvenção do governo.
Uma subvenção consumada após acordo dos Estados com a União.
Como se nota, não há correspondência lógica nas críticas nem na defesa.
O reajuste é uma determinação do Conselho Nacional de Política Fazendária (e não de Wanderlei ou de Lula). Seguei a Lei Complementar 214/2025.
Aprovada, como se vê, pelo Congresso no governo Lula. É a reforma tributária discutida por anos no Congresso
E foi decidido na última quarta, 28 de outubro, com validade para todo o país (Convênio 127/26). Só em fevereiro.
A correção do ICMS é de R$ 1,57 para R$ 1,64 por litro e objetiva unificar as alíquotas em todos os Estados.
Na semana em que o governo federal também manteve o convênio a que os s são obrigados a aderir: continuar a subvenção de R$ 0,60 do díesel. E que o governo do Tocantins tem que renovar.
Aquela lá de março e que os gênios do governo decidiram ressuscitar agora para contrapor-se a um reajuste que Wanderlei não concedeu.
Ainda não se abandonou o modo-fake de campanha.
O problema é que a conta é verdadeira.


