Sábado, 24 de Out de 2026

Um estado desequilibrado do ponto de vista fiscal e sem administração: remédios com "cocô" em hospital de criança é pior que o inferno

luizarmandocosta 03/03/2019 1752 visualizações

Quando se pensa que se chegou ao fundo do poço, descobre-se que o inferno ainda ainda não mostrou sua dimensão. A descoberta na sexta-feira e que veio a público ontem pelo Tribunal de Contas de que até fezes de animais dividiam o mesmo espaço com medicamentos e insumos hospitalares no Hospital Infantil de Palmas, é daquelas situações só imagináveis num Estado de calamidade pública pelo que passa o governo do Tocantins.

A falta de 70 medicamentos – outra falha verificada pelos técnicos do TCE – somada aos excrementos animais dá bem a idéia do descalabro administrativo na saúde pública. Um Estado que completou dois meses sem orçamento por opção governamental e omissão parlamentar.

Um setor (saúde) em que o governo empenhou em dois meses R$ 201 milhões e pagou R$ 171 milhões até hoje. Uma média mensal de R$ 85 milhões. Um Estado que gastou no ano passado R$1, 4 bilhões na saúde com uma média de gasto por mes de R$ 116 milhões. Ou: R$ 30 milhões a mais que a deste ano.

E quando uma criança vai a óbito, a justificativa é sempre a mesma. Também pudera, misturar remédio com "bosta" não dá mesmo em coisa boa. O problema é: mesmo sem orçamento, o governo gastou este ano (pagou) a mesma média que gastava no ano passado com orçamento.

Ou seja, orçamento não pode ser justificativa fundamental para o descaso. Ate porque a sua falta foi  uma decisão política e administrativa de governo. Já a limpeza dos hospitais, há um contrato em vigor. A não ser que o governo tenha planejado mal no ano passado e este ano. Ou mantenha a inércia do gasto desqualificado, sugestivo de desvios de recursos ou de finalidades administrativas.

Compartilhar

Deixe seu comentário

Mais em Destaque