Até este domingo, apenas quatro partidos tinham homologadas candidaturas proporcionais (deputado estadual e federal) para as eleições de outubro: Missão, PSOL, Rede e PSDB.
Do patrimônio declarado dos candidatos, tem-se um dos elementos não desconsiderável da equação: as declarações de patrimônio.
O candidato do PSDB, Iratã Abreu, declarou patrimônio de R$ 31,18 milhões. Osires Damaso, do mesmo partido, disse ter R$ 5,7 milhões e Cínthia Ribeiro R$ 1,9 milhões.
Nas eleições de 2022, o candidato com mais patrimônio para deputado federal foi Carlos Gaguim (UB), com R$ 14,9 milhões. Decorridos quatro anos, Iratã apresenta patrimônio no seu dobro.
Além de Gaguim, foram eleitos em 2022 o deputado Alexandre Guimarães (R$ 2,3 milhões), Eli Borges (R$ 3,5 milhões), Filipe Martins (R$ 3,8 milhões), Ricardo Aires (R$ 5,1 milhões) e Vicentinho Jr (R$ 3,7 milhões).
O patrimônio de Iratã em 2026 é quinze vezes maior que os R$ 2,058 milhões declarados pelo seu irmão, senador Irajá Abreu, na disputa ao governo em 2022.
E 6,4 vezes superior aos R$ 4,9 milhões declarados pela mãe, ex-senadora Kátia Abreu, na disputa pela reeleição naquele ano: R$ 4,9 milhões.
Tem seu lado positivo: não teria (assim como Ataídes Oliveira e seus R$ 38,1 milhões de 2022) – por desnecessidade – interesse em locupletar-se de recursos públicos.
Mas poderia favorecer, caso faça essa opção (como Ataídes, candidato ao governo e que não é dado a torrar dinheiro), a provocar o voto mais caro da eleição, considerando que tivesse intenção em desfazer-se patrimônio.
Já que a legislação permite doação do candidato, limitada a um percentual do ganho do ano anterior.
Na relação dos quatro partidos registrados na proporcional, dezenas deles declararam zero de patrimônio pessoal.


