Lula fez um vídeo para a militância do Estado. A peça reforçou o comando de sua candidatura no Tocantins sob responsabilidade da ex- senadora Kátia Abreu.
Por lógica, a coordenação necessitaria de reforço. Ninguém no melhor juizo vai à luta quando não existe luta.
Nada não conhecido (e previsível) dada a pulverização de lideranças e as públicas escaramuças partidárias no grupo aliado.
No PT regional não é consenso ainda sobre qual seria o papel dessa coordenação. E os limites da procuração de Lula à ex-senadora.
Afinal, há lideranças no Estado que acompanham o PT e Lula desde a fundação do partido, há quase cinco décadas. O suficiente para reivindicar o cargo/encargo.
Período em que a ex-senadora militava do outro lado: no pefelê que o PT combatia. Não raro de forma anacrônica. No embate reducionista de socialismo X liberalismo.
O eleitor do Estado sempre votou em Lula ou no candidato dele.
Desde 1.989 (primeira eleição direta para presidente), de nove eleições presidenciais, o PT ganhou no Estado seis delas. Com Lula ou sem Lula.
Duas para FHC (PSDB) – por força do plano Real -e outra no fenômeno de Fernando Collor (PRN). Nem o Bolsonarismo conseguiu mudar a lógica eleitoral até sem Lula na cédula (2018).
Uma vitória de Lula no Estado é mais simbólica dado o que acrescentaria ao petista.
Somaria, evidentemente, ativo político à própria coordenação da campanha, como assomou Lula no vídeo. Um expediente que não se viu em 2022.
Quando a campanha de Lula/Alkimin foi coordenada por um grupo de militantes de diversos partidos. Alguns com posicionamentos políticos os mais desconexos.
Mas Lula bateu Jair Bolsonaro.
O Estado registra em 2026 apenas 0,74% dos votos do país. Um percentual aparentemente desprezível. Mas que pode influenciar no resutado se Flávio aproximar-se.
No que interessa a Lula, de prático, as dificuldades para entrega de deputados federais e senadores são indiscutíveis.
É provável que, novamente, PT e aliados não elejam senadores nem consigam coeficiente para eleger deputados federais.
Matemática somada com as peripécias do grupo. Um palanque que não sabe o que quer com candidatura de Lula e de Caiado. Tudo junto e misturado.
Ou seja, não sabe o que quer nem para onde vai. E isto não tem coordenação que dê jeito como misturar água e azeite.


