Domingo, 9 de Ago de 2026

De nove eleições no Estado, o PT saiu-se vencedor em seis delas.Com ou sem coordenação. Só perdeu para FHC e Collor. Vídeo de Lula destina-se mais a fortalecer Kátia Abreu dada a heterogeneidade da aliança de água e azeite

09/08/2026 130 visualizações

Lula fez um vídeo para a militância do Estado. A peça reforçou o comando de sua candidatura no Tocantins sob responsabilidade da ex- senadora Kátia Abreu.

Por lógica, a coordenação necessitaria de reforço. Ninguém no melhor juizo vai à luta quando não existe luta.

 Nada não conhecido (e previsível) dada a pulverização de lideranças e as públicas escaramuças partidárias no grupo aliado.

No PT regional não é consenso ainda sobre qual seria o papel dessa coordenação. E os limites da procuração de Lula à ex-senadora.

Afinal, há lideranças no Estado que acompanham o PT e Lula desde a fundação do partido, há quase cinco décadas. O suficiente para reivindicar o cargo/encargo.

Período em que a ex-senadora militava do outro lado: no pefelê que o PT combatia. Não raro de forma anacrônica. No embate reducionista de socialismo X  liberalismo.

O eleitor do Estado sempre votou em Lula ou no candidato dele.

Desde 1.989 (primeira eleição direta para presidente), de nove eleições presidenciais, o PT ganhou no Estado seis delas. Com Lula ou sem Lula.

Duas para FHC (PSDB) – por força do plano Real -e outra no fenômeno de Fernando Collor (PRN). Nem o Bolsonarismo conseguiu mudar a lógica eleitoral até sem Lula na cédula (2018).

Uma vitória de Lula no Estado é mais simbólica dado o que acrescentaria ao petista. 

Somaria, evidentemente, ativo político à própria coordenação da campanha, como assomou Lula no vídeo. Um expediente que não se viu em 2022.

Quando a campanha de Lula/Alkimin foi coordenada por um grupo de militantes de diversos partidos. Alguns com posicionamentos políticos os mais desconexos.

Mas Lula bateu Jair Bolsonaro.

O Estado registra em 2026 apenas 0,74% dos votos do país. Um percentual aparentemente desprezível. Mas que pode influenciar no resutado se Flávio aproximar-se.

No que interessa a Lula, de prático, as dificuldades para entrega de deputados federais e senadores são indiscutíveis.

É provável que, novamente, PT e aliados não elejam senadores nem consigam coeficiente para eleger deputados federais.

Matemática somada com as peripécias do grupo. Um palanque que não sabe o que quer com candidatura de Lula e de Caiado. Tudo  junto e misturado.

Ou seja, não sabe o que quer nem para onde vai. E isto não tem coordenação que dê jeito como misturar água e azeite.

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