A movimentação do deputado Carlos Gaguim (Frente Progressista/UB) de incluir a advogada Dalide Correa (Agir) como suplente causou discussões e divergências no grupo de Dorinha Seabra até as 22 horas de ontem, às vésperas de expirar o prazo eleitoral para registro das atas.
Por uma razão óbvia: a entrada do Agir (leia-se Monte Sião e Amarildo Martins) expurgava da aliança palaciana o deputado federal Eli Borges (Republicanos/Senado) e os dois candidatos do Podemos (Vanderlei Luxemburgo e Ronaldo Dimas). Tanto politicamente quando na composição partidária de coligação de governo e Senado.
Eli Borges é de uma corrente evangélica diversa de Amarildo Martins e Monte Sião. E Carlos Velozo (Agir), sobrinho de Amarildo, é o vice que trouxe Dalide, Monte Sião e companhia para a prefeitura no afastamento de Eduardo Siqueira, presidente do Podemos de Luxemburgo e Dimas.
Ademais, o Agir não integrou a convenção do União pelo Tocantins. E não se tem conhecimento que tenha feito convenção o partido e tivesse indicado candidatos ou autorizando coligação.
A insistência de Carlos Gaguim por Dalide chamou a atenção, pois não tinha a concordância do senador Eduardo Gomes, um dos fortes aliados de Eduardo Siqueira. Dorinha deixou correr o debate.
O PL – presidido por Eduardo Gomes – é que autoriza ou não a candidatura à reeleição do deputado Filipe Martins (filho de Amarildo) e que não deixou o partido.
Ou seja, uma reação de Amarildo à negativa de ontem pode provocar desdobramentos não favoráveis a Filipe.
Ao final, Carlos Gaguim aquiesceu e escolheu para suplente o empresário Muniz Araújo, ex-prefeito de Tocantinia e com livre trânsito no meio político e estudantil, posto proprietário de uma universidade na Capital. Uma decisão sensata diante do quadro colocado.
O Monte Sião pode apoiá-lo. Mas não na suplência que poderia inviabilizar coligações da chapa de Dorinha Seabra.


