Quarta-feira, 1 de Abr de 2026

TCE chega a ser indecoroso: aprovou agora à tarde trenzinho da alegria a 40 servidores contratados a partir de 2023 que pularão duas posições após estágios. Tribunal prevê R$ 24 milhões a mais com salários na LOA/26 que está no Legislativo

19/11/2025 1483 visualizações

O Tribunal de Contas do Estado aprontando mais uma. O presidente do Tribunal, Alberto Sevilha, conseguiu aprovar no pleno esta tarde de quarta;19, proposta de um novo trem da alegria na corte.

Com aprovação de pareceres jurídicos e financeiros. Suas excelências relataram que tem previsão orçamentária. E vão mandar a proposta ao Legislativo que só vai bater o carimbo.

O PL e seus pareceres/justificativas do Tribunal, a que o blog teve acesso, chegam a ser indecentes. Mas não serão reprovados pelos deputados.

O Orçamento do TCE para 2026 (PL 22 do governo) prevê receitas de R$ 265 milhões no próximo ano. É R$ 41 milhões acima dos R$ 229 milhões previstos para 2025.

Se na LOA 2025 previam R$ 157 milhões para salários, o valor de 2026 é R$ 24 milhões a mais (R$ 181 milhões). Metade do acréscimo orçamentário, portanto, vai cair no bolso do funcionalismo.

Claro está que o parecer pela aprovação do trenzinho se deu após o encaminhamento da LOA. Os conselheiros fazem suas despesas e criam o orçamento. Sem gerar qualquer receita.

O trenzinho é presentão de Natal e tanto para os servidores contratados a partir de 2023.

A estratégia: o TCE decidiu que, após passar pelo estágio probatório, o servidor seja enquadrado duas posições acima no plano de cargos.

Ao invés de enquadrado no 2º padrão da classe inicial, será conduzido diretamente à 4ª posição.

Diferente do plano de cargos do quadro geral, por exemplo,  cuja progressão determina o óbvio: o padrão imediatamente superior.

O trenzinho da alegria do conselheiro Alberto Sevilha irá beneficiar 40 servidores contratados em 2023.

Um custo a mais na folha de 2026 de R$ 953 mil. Outros R$ 2,616 milhões em 2027 e R$ 3,292 milhões  (2028) e assim sucessivamente por que despesas obrigatórias de caráter continuado.

E o Executivo negando o teto único (que o TCE já cumpre) alegando aumento de despesas na devolução do que retira do funcionário acima do teto do governador.

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1 Comentário(s)

Divino 19/11/2025

Matéria esclrecedora. Já é passado do tempo de o governo por fim a essa medida injusta que de fato expropria remuneração prevista em Lei, tomando-a do servidores da alta administração, em fim de carreira, justamente os que fazem.a.gestão superior - sem ela, o servico falha, governador não governa. Já é tempo de cessar o sacrifício que já dura 14 anos.