O prazo para as convenções partidárias tem início daqui a 40 dias: 20 de julho. Vai até 5 de agosto.
No Estado as chapas majoritárias ainda guardam lugares. E controvérsias.
A mais destacada delas no grupo de Vicentinho Jr. Ali, preserva-se uma vaga de senador.
Cargo que foi o motivo do deputado Amélio Cayres deixar o grupo de Wanderlei Barbosa.
Para ocupar a vice-governadoria de Vicentinho, que recusava aceitar na chapa de Dorinha Seabra.
Amélio reivindicava a vaga de Senado ao Republicanos.
Antes da janela partidária, Republicanos, UB e Amélio conversaram sobre o assunto.
Teriam fechado com Amélio, mas o deputado teria exigido mais que promessas: compromisso público.
Em outras palavras: um racha antecipado com Carlos Gaguim.
E como Amélio não aceitava a vice, foi para o MDB ser vice do PSDB.
Deve ter lá suas razões para achar que se movimenta, mesmo estacionando.
Uma equação indiscutível matematicamente de deslocamento zero e distância percorrida em dobro.
Outra questão interessante é a do PSD. Laurez dificultou aliança com o PT. Já tem três do PSD na chapa: governador e dois senadores.
Restrições de fundo eleitoral e tempo de propaganda.
Sobraria para o PT a vice. Mas Lula quer o Senado. O PT regional deve encontrar-se com Edinho Silva, presidente do PT nacional esta semana.
E Laurez poderá, numa eventual eleição, tentar a reeleição em 2030. Não assumiu governo nos seis meses anteriores à eleição.
De forma que a chapa menos problemática é a de Dorinha Seabra.
Já tem os dois senadores e a vice foi entregue à indicação do governador Wanderlei Barbosa.


