Quarta-feira, 10 de Jun de 2026

Prisão de Secretária pode ter sido necessária. Mas falta à polícia e à Justiça explicarem as razões do encarceramento na fase de inquérito para inibir vetores políticos identitários de que a espetacularização seria um método

10/06/2026 368 visualizações

A informação que veio a público (TV Anhanguera) da prisão da secretária de Saúde, Dhieine Caminski, é grave sob todos os aspectos.

Primeiro porque a Polícia Civil não informou se provisória ou preventiva.

Presume-se que a Secretária poderia ou estivesse atrapalhando as investigações. Isto depois de busca e apreensão.

A prisão, desta forma, seria necessária. Apesar da fase de inquérito ainda não concluído.

Algo que o prefeito Eduardo Siqueira teria orientação contrária: estaria colaborando com as investigações como amplamente divulgado.

Uma ex-secretária de Saúde estadual também foi presa em operação semelhante há 20 anos pela Polícia Federal sob acusação de fraude em licitação.

Foi inocentada pelas cortes superiores.

Pairam, portanto, dúvidas sobre a contratação em Palmas, como nas operações.

Quer só um fato plausível de ilação: o secretário da Casa Civil da Prefeitura era o secretário da Casa Civil de Mauro Carlesse. O ex-governador vivia às turras com delegados e policiais civis.

Chegou até a proibir delegados de criticarem o governo. E de darem entrevistas sobre inquéritos. E isto, lógico, era uma elaboração técnica da Casa Civil.

No faroeste, Django não perdoa, mata.

Com efeito, existem hoje duas ações tramitando sobre o mesmo assunto: Vara da Fazenda Pública (primeira ação) e Vara de Garantias (da operação).

Uma sobreposta à outra.

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