Donald Trump (o Prêmio Nobel da Paz da Fifa) abre a Copa do Mundo amanhã.
No momento em que faz guerra contra Cuba, Venezuela, Irã, quer tomar Canadá e Groelândia.
E ameaça o Brasil com intervenção e guerra tarifária pretextando objetivos diversos da real intenção.
O ex-senador do Estado, Leomar Quintanilha (MDB), será o chefe da delegação da seleção brasileira.
Leomar é, há 37 anos, presidente da Federação Tocantinense de Futebol.
Período em que nenhuma equipe passou da Série C e a unanimidade depende de recursos públicos.
Vai para quatro décadas o império mantido a ferro e fogo.
Tem salário da CBF acima de R$ 200 mil. Ninguém tem nada com isto. É uma entidade privada.
Daí a longevidade no cargo, não raro por métodos heterodoxos.
Mas não pode, por isto, como a CBF e Fifa, exigir respeito público do público.
A régua moral e ética do cidadão e empresário não é diferente daquela aplicada no público.
No futebol, ainda mais, dado sua natureza.
Ainda que há muito tenha deixado de representar o "esporte bretão" onde se chutava apenas a bola.
Leomar vai comandar a equipe numa Copa em que o preço dos ingressos dependerá da variação de mercado.
Um bilhete para a final já é cotado a mais de R$ 50 mil.
Diferente das democracias civilidadas, nos EUA de Trump e Infantino (FIFA), cadeirantes pagam mais caro: R$ 57 mil.
Deve ser a pena por ser portador de deficiência. Se der certo por lá, não se poderia retirar do radar de candidatos trumpistas no Brasil.
Há ingressos na faixa dos R$ 3,6 milhões.
Um torneio em que já se registra o alinhamento da Fifa à política de Donald Trump, o seu líder da paz mundial. Deixou o esporte de ser a finalidade.
Para ser instrumento gerador de lucro e alienação política.
A mesma que tentou alijar seleções de países de ideologias contrárias ao imperialismo trumpista.
Copa em que torcedores de Senegal, Irá, Costa do Marfim, Haiti e outros 15 países foram impedidos de entrar nos EUA.
Os pré-candidatos ao governo do Estado e a vagas no parlamento, a maioria bolsonarista (alinhada a Trump) disfarçam como se nada estivesse acontecendo.
Diferente de Neymar Jr (que não incomoda mais ninguém nas quatro linhas), o bolsonarismo quis dar um golpe no país e negou a ciência.
E agora tenta alargar as suas próprias quatro linhas agregando Donald Trump.


