Sexta-feira, 14 de Ago de 2026

TSE expõe na deepfake de Flávio o conflito dos afetos no Judiciário

14/08/2026 128 visualizações

A sem cerimônia de parcela dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral para trocar a toga pelo óleo de peroba no tratamento da deepfake de Flávio Bolsonaro é estupefaciente.

O caso era para começar a ser apreciado ontem. Mas o TSE decidiu adiar, na noite de ontem, a discussão. Motivo: o alongamento da sessão.

Aqui e acolá, já se juntam “fontes” antecipando juízo de Nunes Marques: posição amena sobre o caso.

Como é o presidente do TSE, seus panos quentes tendem a ser, por óbvio, a régua de um especulado alinhamento no Tribunal.

Uma posição centrista, nem-nem, sobre a questão que, em absoluto, admitiria controvérsia que pudesse exigir e, até mesmo acomodar,meios termos.

Uma representação que, pela letra da lei, não aceitaria composição.

Ora, o alinhamento de Nunes e ministros deveria ser apenas com a Resolução 23.755, de 2 de março de 2026.

E não elemento conciliador político entre crime, criminoso e a Justiça. Letra morta da lei que  inexigiria apurada interpretação para sabê-la descumprida.

Pois seria por demais desavergonhado não enxergar no IA de Jair Bolsonaro utilizado na convenção do PL um deepfake com toda sua plenitude.

E, por tal, impositor de obrigações e reparos legais.

De como tratá-lo agora depende o processo eleitoral deste ano. E que se note: desde 2024 já há decisões do próprio TSE criminalizando o expediente.

Não rechaçado peremptoriamente, como se avizinha do pensamento não autorizado mas não negado, atribuído a Nunes Marques, a conduta continuará desafiando a Justiça Eleitoral.

Um despautério em desfavor da democracia representativa do país.

Seria o próprio TSE seguindo a lógica bolsonarista cuja expressão máxima cumpre pena de 27 anos por tentar golpeá-la.

Compartilhar

Deixe seu comentário

Mais em Destaque