A plenária do PT metropolitano decidiu ontem lançar a pré-candidatura de João Vilela a prefeito de Palmas. No dia em que o ministro Alexandre Padilha veio à Capital.

A decisão foi pela manhã, o ministro a tarde, mas a ação ganhou os holofotes do programa do governo federal realizado em Palmas na quinta e sexta.

O PT, como é sabido, integra uma Federação de partidos que é nacional junto com PV, PC do B.  Formariam, na prática, pela legislação, um só partido.

A Federação tem prazo de validade por quatro anos. Esse grupo aí, portanto, só pode ter um candidato majoritário em 2024. E tem outros pré-candidatos nas demais legendas.

Vilela foi candidato ao Senado em 2022 desta Federação aí. Mas o presidente regional do PT, Zé Roberto, apoiou a senadora Kátia Abreu (PP) e a deputada Cláudia Lélis (ex-presidente regional do PV) pediu votos para Wanderlei Barbosa (Republicanos) contra o candidato da Federação ao governo, Paulo Mourão.

O marido de Cláudia, ex-deputado Marcelo Lélis, assumiu o PV novamente e no ano passado disse, depois das eleições, ser Lula “até debaixo dágua”. É secretário do Meio Ambiente do governo de Wanderlei, do Republicanos que até ontem era bolsonarista de raiz.

Agora é com você, meu amigo: avaliar a possibilidade de um candidato saído dessa Federação ter o apoio de seus “confrades”!!! Para, após, tentar o voto do eleitor.

Vilela, com o lançamento numa plenária que não fora convocada para isto, apenas joga luz na ponta do iceberg.

Não sem suas finalidades e fundamentos, a direção regional petista lançou nesta semana a proposta do PT não apresentar candidatos a prefeitos nos municípios no próximo ano no Estado.

Obviamente, com seus dirigentes partidários dentro do governo do Republicanos, tenderia, por gravidade, a apoiar os candidatos do Palácio Araguaia, eliminando em 2024 a possibilidade do PT de disputar o governo e as duas vagas de Senado em 2026.

Cito o PT porque é o partido do Presidente da República. E porque é a legenda com o terceiro maior número de filiados no Estado: 17 mil e 894. Só perde para o União Brasil (18.755) e MDB (30.688 filiados). O PCdoB tem 2.115 filiados e PV soma 6.900 filiados.

O Republicanos, do governador, tinha 5.898 filiados em agosto deste ano (último dado da Justiça Eleitoral).Somando PV e PCdoB tem-se metade do número de filiados do PT no Estado.

A proposta do PT que beneficia os candidatos do governo não informa, muito apropriadamente, o que partido faria com a candidatura do suplente de deputado federal Célio Moura (36.186 votos no ano passado) em Araguaína ou a reeleição do prefeito de Dianópolis, José Salomão.

O PT de Lula está virando, tudo indica, um petezinho,o mais pejorativo e pelego possível, no Tocantins.

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