O vai-e-vem da suplente de deputada Luana Ribeiro (Podemos) – se é candidata ou não – expõe mais do que sugere.
O Jornal Opção demonstrou os fatos: o pedido de renúncia e a retratação do pedido. Em dois dias. Aliás, públicos.
No TRE nesta sexta Luana continua candidata. Ela diz que não.
Este blog apontou as potenciais causas e consequências.
Causas que a própria candidata apontou de público. Consequências que concluiria uma parlamentar com 16 anos de mandato no Legislativo estadual.
E que saiu das urnas na última eleição estadual com mais de 12 mil votos.
Se a deputada não desistiu de desistir seria uma doida varrida. Não por protocolar uma retratação daquilo que havia pedido e negá-lo.
Mas por vir a público contestar a informação de que havia desistido de desistir. Ademais pública na Justiça Eleitoral. Com advogado e tudo como detalha o Opção.
Luana poderia dizer assim:
"Olha desisti porque não tinha apoio e conversaram comigo, e depois da repercussão me prometeram resolver a situação e mantive minha candidatura. Mas voltei atrás porque acho que eles não cumprirão mesmo. E foi isto. Não sou candidata."
PS: no intervalo entre a retratação e a nova desistência, o Podemos pode ter entendido que não precisaria rifar candidaturas porque dois dos 18 candidatos havia renunciado. E precificado a suplente de deputada.
Mas não é tão simples assim.Deste dois, uma é mulher como Luana. Somando Luana e a outra desistente ao outro que também pediu para sair, dos 18 candidatos, o número cairia para 15 com apenas 4 mulheres. Ou seja, menos de 30% das candidaturas.
E isto não pode. O partido terá que alegar o prazo que não foi-lhe dado por Luana com a retratação. E nova desistência.
Caso contrário, terá sim que reduzir numero de candidatos homens.


