Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Se deputados federais e senadores entregassem os recursos que dizem viabilizar, o Estado seria outro!!!! Padrão social europeu impecável!!!!

luizarmandocosta 29/10/2019 486 visualizações

Os parlamentares se dedicam nos últimos dias a amplificar o volume de recursos que trouxeram para o Estado. Politicamente, é possível deduzir, ainda que o expediente seja recorrente,  tentam demonstrar à população que ajudariam o Estado quando o governo dá sinais de empoderamento.

Há aqueles que fazem o contraponto (legítimo, diga-se) ao Palácio, como o petista Célio Moura. Mesmo que tenha recebido críticas nas redes sociais impulsionadas por não entregar suas emendas para Mauro Carlesse decidir por sua aplicação, é coerente com seus eleitores que o elegeram para ser oposição. E o PT tem, evidentemente, suas prioridades sociais.

Célio Moura não poderia mandar a grana para o Palácio escolher onde aplicar o que implicaria em aceitar, por pura lógica, a possibilidade dela ser direcionada pelo governo a prioridades diferentes dos municípios petistas que lhe foram oposição.

E há outros, como o senador Eduardo Gomes, que fez ouvidos de mercador à disseminação em veículos de comunicação de que, na liderança do presidente da República no Congresso, teria sido o recordista de viabilização de recursos para o Estado. Uma liderança de menos de mês. Antes era vice-líder de um governo com apenas dez meses.

Gomes é inteligente do ponto de vista político mas de vez em quando é reacionário na estratégia. Uma obviedade que uma informação dessas não cai de para-quedas e tem uma finalidade da mesma forma que, de tão surrada a estratégia, o risco do flagrante era inevitável.

Como é notório, o orçamento geral da União em execução foi elaborado por deputados e senadores da legislatura passada quando Gomes não tinha mandato. Estava sem mandato desde 2014 quando foi derrotado pela senadora Kátia Abreu com uma pequena margem de votos.

No OGU de 2019, os onze deputados e senadores do Estado (da legislatura passada, repita-se) tinham, de emendas individuais, um total de R$ 169 milhões (R$ 15,4 milhões para cada um) e mais R$ 169,6 milhões de emendas impositivas de bancada.

Conforme último relatório da Secretaria do Tesouro Nacional, deputados e senadores do Tocantins tinha conseguido empenhar R$ 193 milhões (desses R$ 338 milhões aí de cima) e liquidar e pagar apenas R$ 92 milhões (até o último dia 24 de outubro de 2019). Ou: empenharam 57% das emendas e só conseguiram retirar (pagar) o equivalente a 27%.

Mas tem os convênios, LA. Ora, os convênios, em larga medida, são desdobramentos das emendas que lhe dão causa. E as transferências constitucionais independem de gestão parlamentar.

E ainda falta um ano para as eleições municipais.

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