Relações impróprias entre advogados e membros do poder Judiciário já fizeram estrago nas instituições no Estado. A repetição das condutas, dez anos depois da Operação Maet, por agentes diversos aparenta existir um cancro que corrói a Justiça e as próprias instituições.
Com efeito, quando o cidadão busca a Justiça por um direito de que se acha possuidor ou contra uma injustiça e nela encontra relações ilegítimas como essas escancaradas hoje pela Polícia Federal e Superior Tribunal de Justiça, não haveria outro muro de arrimo em sua defesa. Os acusados tem direito às suas defesas. O STJ, MPF e PF também tem seus equívocos de investigação e juízo de valor.
A Justiça é, entretanto, no estado democrático de direito, a última instância garantidora da lei e da ordem. Atacada no que tem de mais importância – a justiça e o equilíbrio entre as partes – perde sua utilidade e com isto graus de civilização.
Advogados tem conhecimento dos embargos auriculares e de outros gêneros. No entanto quedam-se em silêncio obsequioso para não serem prejudicados nas causas que patrocinam. E assim, as relações impróprias não tem correção.
Evidente que são exceções que apenas confirmam a regra. Migalhas no universo de juízes, desembargadores, promotores e advogados. Mas que contaminam o todo diante da população que com justos motivos passa a ver em parte do poder Judiciário nada mais que um balcão de negócios.
Oportunidade extra para quem já recebe R$ 39 mil mensais para fazer valer a Justiça, contra um salário mínimo de R$ 1 mil que ganha a maioria dos brasileiros que, se não tem condições mínimas de sobrevivência, fica também à margem da Justiça ainda que a sustente com seus caraminguás suados.


