Terça-feira, 10 de Mar de 2026

Retórica política que pressiona Amélio a pautar impeachment de Wanderlei tem ares de demagogia por contrariar a forma, retirar competência constitucional e não haver maioria formada no Legislativo

28/11/2025 536 visualizações

A pressão política pela tramitação dos pedidos de impeachment de Wanderlei Barbosa é compreensível.

Mas a forma empregada pelos aliados de Laurez Moreira (beneficiado diretamente com o processo) não é entendível.

Do ponto de vista formal, não há qualquer dúvida sobre a competência exclusiva do presidente do Legislativo para impulso do pedido. Só dele.

E o presidente do Legislativo, buscada a lucidez, não colocaria um pedido destes sem consenso da maioria que representa. Poderia ser desmoralizado.

É assim no Legislativo estadual, na Câmara dos Deputados e Senado.

E foi justamente assim na tramitação do pedido de impechment de Mauro Carlesse que só foi pautado após alcançada a maioria dos deputados.

Ou pelo menos uma maioria simples que dirá absoluta que hoje não se tem. Nem se assim o quisesse.

E isto se dá porque estamos numa democracia representativa. A população elege o parlamentar para tomar as decisões por ela.

Caso o presidente do Legislativo abrisse mão da competência, estaria, pela lógica, entregando a representação.

Não só do eleitor, mas do deputado que nele votou para dirigir o Legislativo.

Os defensores do impeachment, assim, teriam que mobilizar a população a impulsionar os parlamentares. Ou o governo cooptá-los.

Até lá, é assistir advogados pedindo o afastamento da mesa diretora pela não tramitação dos pedidos sem observar regimento interno nem Constituição.

Mais ainda: se o STJ (onde tramita o inquérito) não afastou deputados nem a mesa diretora, por que motivos o Tribunal de Justiça o faria é uma incógnita a ser decifrada.

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