Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Raul Filho: se conseguir viabilizar na Justiça sua candidatura, pode "encarnar" a terceira via que Amastha pretende preencher com seu pupilo

luizarmandocosta 01/11/2019 555 visualizações

Leio no portal T1 Notícias, da jornalista Roberta Tum (informação atribuída ao advogado do ex-prefeito) que Raul Filho foi absolvido de uma das ações que tramitam contra ele. E que o ex-prefeito (ainda nas palavras do causídico) estaria elegível.

Há, evidentemente, controvérsias. Existem condenações de Raul (na área do meio ambiente) que, se extinta a punibilidade (com o cumprimento da pena), persistiria a discussão sobre a suspensão dos direitos políticos.  Algo que só vai ser dirimida no protocolo do registro de candidatura e eventuais questionamentos de elegibilidade.

Raul teve administrações conturbadas apesar do inequívoco respaldo popular. Busca e apreensão na sua casa, a gravação do Carlinhos Cachoeira e a própria forma do ex-prefeito conduzir a administração gerou-lhe críticas.

O problema de Raul é, em grande parte, o seu excesso de vaidade. Na primeira eleição que disputou para prefeito, foi derrotado de véspera (apesar de ter disparado na largada) porque cresceu e decidiu brigar com veículos de comunicação agindo como se já tivesse ganhado a disputa.

Perdeu para Odir Rocha (colocado por  Siqueira Campos) por três mil votos (44,62% contra 33,66% dos votos). Numa cidade em que, apesar de Eduardo Siqueira ter sido eleito prefeito, quem mostrava o rosto no maior período do mandato (por força de problemas de saúde do titular) era a vice, Mariza Sales.

Recolheu-se e filiou-se ao PT depois de ter passado pelo PFL e PSDB quando finalmente foi eleito prefeito em 2004 (já no governo Lula), após de ter sido derrotado na eleição seguinte (2000) por Nilmar Ruiz (que sucedeu Odir Rocha)  por cerca de dois mil votos (49,56% a 47,07%).

Mas indubitavelmente conserva relações com seu eleitorado. Especialmente na periferia da cidade. Raul é boa praça, pacientoso, conversa com todo mundo, chama seus eleitores pelo nome e vem com vontade, depois de ter se considerado "traído" pelo grupo da senadora Kátia Abreu nas eleições passadas.

Se conseguir viabilizar judicialmente sua candidatura, pode dar trabalho a Cínthia Ribeiro e a Wanderley Barbosa, os dois eventuais candidatos circunstancialmente com maior poderio político-eleitoral para a disputa do próximo ano.

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