Lideranças petistas disseminam desde ontem informações do portal R7 que inclui o Tocantins na lista dos 14 Estados em que o PT deve disputar o governo.
E já teria decidido o candidato a ser derrotado: o atual presidente estadual Nile William. Uma liderança nova.
Significa que, antes mesmo de ter um projeto, o PT já teria seu candidato.
Ainda não se viu ainda a militância se movimentando ou praticando os seus costumeiros debates internos.
Uma fórmula repetida que talvez explique sua inanição no Estado ao dizer-se diferente, mas praticar condutas que abomina.
Com efeito, o PT estadual não consegue obter os resultados de Lula no Tocantins. Ainda que tente, certo modo, imitá-lo na estratégia pragmática.
Dias atrás esse PT – que diz agora projetar candidato independente - estava alinhado ao PSD no Estado. E sucedia na forma o PT que era aliado do Republicanos.
E que a candidatura própria de agora contraria frontalmente. Projetos de Estado e de governo, nada.
Em seis eleições gerais nas últimas duas décadas, o candidato do PT à presidência venceu em cinco delas no Tocantins. Lula três e Dilma duas vezes.
Mas não conseguiu eleger nenhum governador ou senador. Deputado federal elegeu apenas um (Célio Moura/2018).
Para estadual, em seis eleições teve somente nove deputados: 01 (2002), 01 (2006), 03 (2010), 02 (2014) e 02 (2018). Em 2022 não elegeu um estadual ou federal sequer.
Numa metáfora: um PT acadêmico. Acabado e anêmico.
Mas com muito gogó.


