As movimentações do PT e PSD perdem força na medida em que aparentam ganhá-la.
A renúncia de Mauro Carlesse abre uma oportunidade para composição mas expõe as dificuldades nominais do grupo para preenchê-la.
Lula defende um senador petista. E a ex-senadora Kátia Abreu (a preferida de Lula) disputando o Senado com o filho e senador Irajá Abreu (reeleição) exigiria esforço dobrado.
Um grupo familiar ocupando dois terços da representação do Senado de um Estado não seria o melhor dos cenários aos dois partidos.
Poder-se-ia rifar uma das duas, claro. Tinha-se até aqui a inanição das intenções de votos de Irajá.
Mas nos últimos dias, o senador tem crescido com apoios. Não é mosca morta e tem lá suas próprias estratégias eleitorais.
Uma saída poderia ser Paulo Mourão. Mas necessitaria acertar-se com Lula. E ainda tem a vice.
Na outra ponta, a Federação do PT pode continuar sem o PV e o PC do B.
Manteria tempo de propaganda e fundo (A Federação hoje pelo rodízio é comandada pelo PT).
Mas dividiria lideranças e votos.
Se o Partido Verde mantém-se na base governista (com Dorinha Seabra), o PCdoB pode formar fileiras com o PSDB, de Vicentinho Jr.
Decisão que pode ser tomada esta semana em Brasília (DF).
Implicando, inclusive, em candidaturas proporcionais. E sem o PT poder argumentar questões ideológicas.
Afinal, no Estado, estaria na bica de fechar com o PSD, de Ronaldo Caiado.


