O PT regional teve reunião com o PT nacional ontem.
Tem pela frente uma decisão: coligar com o PSD ou ir de chapa própria.
O PSD tem candidato de direita conservadora, Ronaldo Caiado, a presidente.
Ainda faltam três meses e meio para as eleições.
Mas há, até aqui, uma bipolarização entre Dorinha Seabra e Vicentinho Jr. Não há como negá-lo. Fato.
A direita, mesmo dividida, monopolizando a maioria das intenções de votos.
Só uma alteração radical nas circunstâncias modificaria a projeção de segundo turno entre os dois candidatos.
Laurez, do PSD, tem estacionado na faixa de um dígito.
Se o PSD tem o Ronaldo Caiado, radical conservador, Laurez conserva perfil moderado. Nem esquerda nem direita.
O PT sozinho saiu das urnas em 2022 com 10,64% dos votos contra dois candidatos de direita. E o PT não é nem-nem.
Só que a direita há quatro anos tinha Jair Bolsonaro contra Lula. Hoje é Flávio contra Lula.
O desempenho da economia do país (malgrado a vigarice congressual) vai bem. E Flávio vai mal.
Se Flávio pegar tração e superar os problemas, será o candidato e terá Caiado e o o seu espólio do PSD.
Ou seja, uma chapa do PT com o PSD na cabeça e com outros dois do partido na majoritária pode ser mais prejudicial do que benéfico ao partido.
Ademais não seria confusão pequena acomodar o PT na chapa de Laurez.
E que pode ter submetida à Justiça EleitoralL. Como é o caso de uma candidatura do ex-governador Mauro Carlesse, pré-candidato ao Senado.
Isto porque os adversários certamente irão apontar que renunciara ao mandato lá em 2022 para não ser cassado.
E até se provar que focinho de porco não é tomada, já se foi a campanha.


