O prefeito Eduardo Siqueira nomeou na sexta o novo Secretário de Igualdade Racial.
Um dos pioneiros da Capital e conhecedor dos problemas sociais da cidade.
Reagiu rapidamente o prefeito após a movimentação política do Coletivo Somos, representado por uma vereadora eleita pelo PT.
Há, com efeito, muitos petistas que não integram o Coletivo Somos. O PT, por exemplo, até dias atrás era um apêndice do Republicanos/PL/UB.
E este ano pode enfileirar-se com o PSD de Ronaldo Caiado.
Há nas justificativas do Somos para deixar Eduardo, no entanto, uma régua controversa.
Diz que enquanto o Somos esteve na gestão (de Eduardo), “avançou em políticas de igualdade racial, diversidade, direitos humanos e cultura popular de forma inédita"
Mas (teria dito em vídeo a vereadora) que não houve integralmente espaço na gestão para estas contribuições.
A situação sugere que o Somos quisesse mais do que “avançar” nas pautas da Secretaria que conduzia. Ou seja: mais secretarias e cargos.
A outra justificativa é mais discutível ainda: as operações da polícia na Secretaria de Saúde.
Um inquérito em que não se tem ainda conhecimento das acusações.
O ex-presidente do PT, José Genoíno (para quem o Somos fez festa na quinta na Capital) foi condenado no mensalão a quatro anos de prisão. José Dirceu a 23 anos.
O presidente Lula (PT) amargou quase dois anos na cadeia acusado de corrupção. E o Somos não o abandonou.
E Lula fora condenado. Condenação, dois anos depois, anulada pelo STF.
Motivo: atuação equivocada da polícia, ministério público e Justiça.
Se falta lógica no Somos, abunda-lhe liberdade política para decidir sobre o que achar mais conveniente.
Sem admoestar aqueles que o apontam, apenas seguiriam as regras democráticas daqueles que o respeitam.


