A avaliação dos vereadores sobre o desempenho fiscal do prefeito Eduardo Siqueira (Podemos) faz uso de premissas falsas para explicar conclusões verdadeiras.
Eles ontem analisaram as contas da Prefeitura do exercício de 2025. Nada que o blog já não o tivesse feito.
De fato, Eduardo Siqueira não comprometeu o equilíbrio fiscal do município. Mas isto não é resultado da redução ou não da frustração de receitas, como apontaram os parlamentares.
Ora, na LDO/2025 (aprovada pelos próprios vereadores) - encaminhada por Cínthia Ribeiro - já se projetavam riscos fiscais (frustração de receitas) de R$ 340 milhões.
Destes, R$ 159 milhões na arrecadação. Dinheiro que o Paço não deveria contar. Se sobrasse, seria lucro.
Seria, portanto, valor a não ser contado no orçamento de R$ 2,750 bilhões.
E sim R$ 2,410 bilhões (R$ 2,750 bi – R$ 340 mi). Mas a prefeitura fechou o ano com R$ 2,605 bilhões.
Ou: cerca de R$ 200 milhões a mais do que o valor, deduzidas as projeções de frustração.
E os vereadores preferiram abordar que administrar uma “frustração de receitas” de R$ 140 milhões “não é fácil”.
Ignorando que a Prefeitura realizou mais receitas do que originalmente tinha como certo.


