A eleição de 4 de outubro pode ser definida na rejeição e nos indecisos.
É o que se abstrai, circunstancialmente, da pesquisa do Instituto Lucro Ativo divulgada com exclusividade ontem pelo blog.
Para governador, na estimulada, os principais candidatos Dorinha Seabra (22,19%), Vicentinho Jr (17,13%) e Laurez Moreira (8,06%) tem campo enorme de expansão. Ou de limitações.
Na estimulada (quando se apresenta os nomes ao eleitor), nada menos do que 43,35% deles estão indecisos, não responderam ou votarão branco ou nulo.
Se consideramos o eleitorado do Estado de 1 milhão e 163 mil eleitores (março/2026) seriam 504 mil eleitores à deriva, momentaneamente, com o seu voto.
O número ganha maiores contornos tomando que 30,37% dos entrevistados não rejeitam qualquer candidato ou não responderam. Um campo fértil no universo dos indecisos.
Neste aspecto, o deputado Vicentinho Jr (PSDB) e a senadora Dorinha Seabra (UB) registram quase empate técnico na rejeição. Muito próximo da margem de erro.
Dorinha tem 8,88% e Vicentinho 12,25%. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para cima ou para baixo.
Laurez Moreira (PSD) também estaria encostado tecnicamente na rejeição: 8,25%. O desempenho, entretanto, não enfrenta a diferença de intenções de votos dele (8,06%) para Dorinha e Vicentinho Jr.
A maior rejeição encontrada foi da senadora Kátia Abreu (PT). Um índice de 24,31 % a rejeita. Fenômeno, em larga medida, impulsionado, tudo indica, pelos índices de Lula.
O mesmo se daria com a rejeição de 5,31% ao ex-candidato do PT ao governo, ex-deputado Paulo Mourão.
Cínthia Ribeiro registra uma rejeição de 5,69%, Ataídes Oliveira (3,69%) e Amélio Cayres (3,25%).
O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no TRE sob o nº 01843/2026.
A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 12 de abril de 2026.




