Segunda-feira, 29 de Jun de 2026

Pré-candidatura de Eli Borges ao Senado, se tem o apoio de Wanderlei, passa em branco para Dorinha, considerada a movimentação do final de semana. Se isto acrescenta à chapa do governo, enfrentaria a matemática eleitoral

29/06/2026 182 visualizações

A musculatura e a situação da pré-candidatura do deputado federal Eli Borges (Republicanos) ao Senado podem ser medidas pelo discurso da pré-candidata ao governo, Dorinha Seabra (UB), no seu lançamento em Araguaína no final de semana.

Diante de Wanderlei Barbosa e Eli, Dorinha repetiu platitudes como “a importância de se eleger parlamentares comprometidos com o Tocantins e pautas do país”. Como se pudesse defender o contrário.

Mas no momento de pedir apoio a Eli ao Senado, a Senadora dispersou (a considerar a nota distribuída por sua assessoria):

"O Tocantins tem apenas oito deputados federais. Por isso, precisamos eleger pessoas preparadas, comprometidas e que conheçam as necessidades do nosso Estado".

Não há, na nota, um “a” de apoio a Eli ao Senado ou menção à sua candidatura ao Senado. Mas deixa Eli no quadrado da Câmara dos Deputados.

Dorinha montou sua chapa há mais de ano: Eduardo Gomes (PL) e Carlos Gaguim (UB).

Eli é, por alguma razão, criação do governador Wanderlei Barbosa.

É um grande deputado, mas foi jogado com atraso no jogo. Aparentemente apenas para dividir o votos dos evangélicos.

A Ciadseta (de Eli) disputa protagonismo político com a Madureira (de Amarildo Martins). Mas e os demais candidatos? Como irão "farmar auras"?

A chapa majoritária do governo este ano ganhou o PL. Mas perdeu o PSD, PSDB e PDT.  Mais divisão que somatória.

O grupo (10 partidos) pediu votos apenas para Dorinha ao Senado em 2022.

Dorinha teve 395 mil e 448 dos 784 mil e 200 votos dados a senadores.

Dez candidatos disputaram uma vaga no Senado em 2022. Nove deles de oposição.

Este ano, apenas no grupo do governo há cinco pré-candidaturas ao Senado.

O eleitorado no Estado teve crescimento de 8,1% (2022/2026) - 1,094 milhão/1,183 milhão

Os votos governistas, no entanto, estão sendo divididos para Senado em cinco. Mais candidaturas, mais divisão de votos no grupo.

Ou seja, aqueles votos governistas de 2022 para Senado podem cair para 20%. Ou: 79  mil para cada um, desconsiderado o crescimento.

Enquanto  isto, MDB, PSDB, PSD e PT (com suas próprias candidatura) agrupam-se. Parte deles, após deixar o grupo governista.

Deve existir uma explicação para o grupo do governo defender cinco candidaturas ao Senado. Três delas avulsas.

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