Sexta-feira, 27 de Fev de 2026

Planejamento mantém a elevação das operações de crédito para R$ 2,1 bilhões, contabilizando no cálculo o R$ 1,7 bilhão da renegociação com o BB

27/02/2026 63 visualizações

O demonstrativo publicado ontem das contas do tesouro em janeiro traz a contabilidade daquele R$ 1,7 bilhão (daquela renegociação com o BB) que foram remanejados orçamentariamente para a Ageto, sem lei que a autorize e antes da abertura da execução orçamentária.

O documento (publicado ontem) registra para 2026 a soma de R$ 2,170 bilhões de receitas de operações de crédito. A receita inicial do orçamento era R$ 470,9 milhões.

A calibragem foi nas operações de crédito no mercado interno, que passaram de R$ 287,8 milhões para R$ 1,987 bilhões.

O problema é que esse R$ 1,7 bilhão não vão entrar novamente nos cofres. É uma renegociação de empréstimos com o Banco do Brasil que já deram entrada no tesouro.

Não por isto, essa renegociação (de R$ 1,7 bi) sequer aparece no Sadipem (Sistema de Análise da Dívida Pública de Operações de Crédito) do tesouro nacional.

Mas é tratado pelo Planejamento como receita de operação de crédito. E, como tal, passível de execução orçamentária.

É, grosso  modo, um expediente semelhante às operações do Banco Master. Uma inflada orçamentária que pode dar dor de cabeça ao Executivo.

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