Política, às vezes, não encontra eco na lógica. Exceções. Noutras, na regra, sim, a razão prevalece.
Wanderlei Barbosa, no governo, pela lógica convencional, faz picadinho de sua base.
Dividiu mais que somou até agora. Divisão só dá positivo para governar. Nas urnas, não.
A estratégia do governo já empurrou Amélio e deputados aliados para a oposição.
Agora decidiu intensificar, na prática, outra tática que tem tudo para não dar certo como a anterior.
Uma movimentação cuja consequência imediata é a desidratação de um deputado (o segundo colocado para duas vagas ao Senado nas pesquisas) não pode resultar em acréscimo.
Na prática, atinge a coesão do grupo atraindo passivos. Secciona.
Estratégia observada no final de semana. Comprovada pela ausência de Carlos Gaguim nos eventos de Wanderlei e Dorinha. Sugerindo reação do parlamentar.
O incentivo à candidatura do deputado federal Eli Borges (Republicanos) ao Senado reduz, não há dúvidas, a probabilidade dos governistas elegerem dois senadores.
A não ser que, nas urnas governistas, a divisão de seus votos em três e não dois candidatos favorecesse a soma de votos dos três candidatos sobre os adversários.
E isto representasse ganho de votos para aumentar as chances de levar as duas vagas de senadores em disputa que necessita manter no Congresso.
Relevante para sua candidata ao governo numa eventual eleição.
Quando na disputa majoritária não são somados votos de legenda. Leva aquele que recebe mais votos.
Uma matemática eleitoral e aplicada a ser explicada.
Produz, ainda, a estratégia (se mantida) a renúncia de um deputado federal reeleito na Câmara (Eli).
Engenharia, como é sabido, desenhada pelo Palácio ao atrair Eli para o Republicanos e anunciá-lo como candidato ao Senado.
Mas vai que mais com menos dá mais!! E não menos!




