O império da fantasia de deputados e governo na disputa daquele que aumenta mais despesas públicas com servidores é um despautério.
Estivessem ambas as partes preocupadas com a administração pública, não torrariam dinheiro na tolice do debate em curso.
Dispenderiam esforços para encontrar formas de financiamento público das despesas que já estão aí e que tomam mais de 80% das receitas com custeio da máquina.
Vamos lá: com duas semanas de atraso, a Secretaria da Fazenda publicou esta semana a meta de arrecadação de ICMS. Os impostos representam mais de 30% das receitas correntes.
A meta de ICMS do mês de abril é de R$ 461 milhões. Arrecadou até quinta R$ 410 milhões. Esta meta aí de R$ 461 milhões é 12,3% menor do que a arrecadação de ICMS de abril de 2025, da ordem de R$ 517 milhões. Somada a inflação, uma previsão de perda nominal estimada em 17,2%.
Só? Não. Esta semana a Secretaria da Fazenda publicou a Análise das Receitas Estaduais – Recursos Ordinários (Fonte 0500) de março de 2026.
Registra o Relatório:
“A Arrecadação Total das Receitas Estaduais atingiu, em março de 2026, R$ 889,58 milhões, registrando uma retração real de 3,14% em relação a março de 2025. ”
E deputados e governo discutindo mais despesas sem apresentarem estudos de impacto econômico financeiro de onde garimparão dinheiro com este cenário registrado pelo próprio governo.




