Quando anoto que determinados integrantes do Ministério Público estadual (ressalvadas as exceções que só confirmam a regra) estão mais preocupados em colocar uma melancia no cocuruto e subir num poste de ponta cabeça, promotores fazem beiço.
Veem como suas funções, não raro, sair por aí investigando e denunciando tudo que tem pela frente confundindo prerrogativas de titular de determinadas ações, com licença para pedir prisão ou processar cidadãos sem fundadas razões como determina a lei.
Apenas no abstracionismo de deduções e suspeitas. Às vezes vazam ações para a imprensa que cuida de amplificá-las antes mesmo de serem protocoladas e recorrentemente sem que o acusado tenha sido notificado.
No que contribuem, não para o fortalecimento da instituição, mas para seu enfraquecimento. E aí o mister que deveria ser público (porque pago pelo cidadão) resvala para interesses privados de auto-promoção. A maioria não sabe e não quer saber quem foi Campos Sales e do que representa seu ensinamento.
E porque escrevo isto: um promotor de Porto Nacional (JTo desta quinta), na absoluta falta do que fazer mas com uma vontade danada, tudo indica, de aparecer, decidiu ter nas suas mãos o futuro da Capelinha, uma igrejinha católica que há 90 anos está erguida no mesmo lugar. Numa pracinha ao lado de uma escola de quase meio século.
Um prédio que faz parte do patrimônio histórico não só da cidade, mas do Estado e que agora depende de sua "excelência" continuar ali, em imóvel doado pela Prefeitura Municipal. O promotor questiona a doação que deveria ser por lei.
A rigor, nem precisaria da doação porque o patrimônio (ainda que a igreja católica seja uma associação privada), são 90 anos!!! Ora, é claro que, se tivesse a intenção e se o que apontasse tivesse fundamento, haveria, antes da ação destrambelhada, formas de solução. O papel do Ministério Público não é só acusar!!!! Como são prova os termos de ajustamento. Mas isto não dá mídia.
O Iphan e Instituto Histórico e Geográfico do Estado, universidades e acadêmicos, desta forma, devem tomar cuidado: neste viés o promotor pode também pensar com seus botões embotados: essa catedralzona aí de pedra acho que está irregular. E pimba!!!
Afinal, a Catedral Nossa Senhora das Mercês, de 125 anos, levar o promotorzinho ao Fantástico da Rede Globo!!!! Que pode ficar preocupada se a moda não pega lá no Rio de Janeiro e um promotor com a mesma cabeça não se decida a querer para si o futuro do prédio da Igreja da Candelária.


