Vanderlei Luxemburgo, como técnico, dispensa apresentações. É um dos treinadores de futebol mais bem sucedidos não só do Brasil. É o “pofessô”. Um apelido que não traduz, certamente, apenas sotaques, mas mandonismo. O “pofessô” tem que ser obedecido.
Na política, onde agora milita Luxemburgo, a coisa não é bem assim. Vide os atritos em que se envolveu o próprio Luxemburgo nos partidos nos últimos anos.
Luxemburgo tentou ontem diferenciar-se dos demais concorrentes de sua chapa para Senado apelando para o grito: “sou rico, não preciso de dinheiro, não preciso de popularidade, eu preciso é daquilo que me satisfaz (...).” Vídeo nas redes.
No popular, seria ele rico e isto fosse uma certeza de que não iria desviar-se do bem. E da sua vontade em ajudar a população. Um altruista no seu "outono" desapegado de grana e apegado ao povão.
Para contraditá-lo, sob suas premissas, bastaria lembrar Ademar de Barros ou Paulo Maluf no “rouba mas faz” em São Paulo. E o que deles pensava o eleitor nas urnas.
Vanderlei diz que é rico com a merreca de R$ 3,1 milhões (valor de uma apartamento de classe alta em Palmas) declarados no Tribunal Regional Eleitoral.
Depois de ter sido um dos técnicos mais bem pagos do planeta.
No último (Corinthians) era R$ 500 mil mensais. Ou: R$ 6 milhões no ano. No Real Madrid (onde teve uma passagem vitoriosa) – os galácticos – recebia R$ 600 mil mensais. Ou: R$ 7,2 milhões anuais.
Foi demitido com indenização de €. 1 milhão (R$ 6 milhões). Só para ficar nesses.
Se hoje guarda apenas R$ 3,1 milhões, aparenta ter problemas com a relação receita/despesa com o seu patrimônio.
Seria um gastadorzão. Mas o patrimônio era privado e ninguém tem nada com isto. No público, teria outras consequências.
Crítério pelo qual já sairia derrotado: há três candidatos ao Senado com patrimônio maior do que Luxemburgo. Todos à frente dele nas pesquisas.
Pesquisas que também indicam que os dois candidatos com maior índice agora (Eduardo Gomes e Alexandre Guimarães) tem patrimônio inferior ao do “Pofessô.


