O Executivo protocolou ontem no Legislativo a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027.
No documento (a que o blog teve acesso hoje) o governo prevê para 2027 receitas totais de R$ 18,4 bilhões.
Uma correção (a preços correntes) de 9,15% sobre os R$ 16,8 bilhões da meta fiscal da LDO 2026. Menor que os 11,58% do reajuste 2025/2026.
E a projeção não é positiva: a LDO estima que entre 2027 e 2028 as receitas totais cresçam apenas 2,60%.
Ou seja, o governador eleito não vai receber mamão com açúcar ou um picolé de açaí.
Por outro lado, a LDO 2027 estima no próximo ano um resultado primário negativo de R$ 231 milhões (sem o RPPS) e resultado nominal negativo (também sem o RPPS) de R$ 1,7 bilhões.
Ainda assim, o Executivo reserva 13,4% das receitas totais para cobrir rombo do Igeprev e das aposentadorias e pensões dos militares: R$ 2,479 bilhões.
Igeprev que – atesta a LDO – já apresentaria um passivo patrimonial (atuarial) de R$ 44 bilhões. Um avanço de R$ 9 bilhões entre 2024 e 2025.
A LDO é a base da Lei Orçamentária Anual que os deputados tem até 31 de dezembro para aprovar. E o Executivo até 30 de novembro para encaminhá-la à Assembléia.


