Quinta-feira, 25 de Jun de 2026

Laurez terá até dezembro que administrar mais despesas do que receitas, considerando o saldo orçamentário registrado nos primeiros oito meses do ano. Se não agir, pode fechar com déficit

06/09/2025 534 visualizações

Recobrado do apagão anestésico da posse no cargo de governador, Laurez Moreira reinicia seu projeto 2026.

Agora com a administração sob sua direção. São 31 secretarias (ou com status de) e 17 autarquias.

Até o final do ano (pela execução orçamentária de julho publicada dia 1º de setembro) tem um saldo nas despesas orçamentárias a realizar de R$ 7,885 bilhões.

E apenas R$ 7,111 bilhões de previsão financeira no saldo orçamentário até dezembro. A LOA é de R$ 17,393 bilhões. Mais despesas a pagar do que receitas a realizar.

O governo Wanderlei havia arrecadado (até julho) R$ 10,468 bilhões de receitas e autorizado outros R$ 10,502 bilhões de despesas.

Os números de agosto no portal das transparências deste sábado mantém o desempenho: R$ 11,9 bilhões de receitas e R$ 11,9 bilhões de despesas.

Apesar do aparente aconchambramento do equilíbrio do portal das transparências, ainda assim ter-se-ia um saldo orçamentário de despesas e receitas de 31,6% para 33,3% de exercício restante. Ou: mais meses que previsão de receitas e despesas.

Significa que Laurez (o afastamento é por 180 dias/seis meses) teria  até o final do ano (de agosto a dezembro, considerado o relatório oficial até julho) apenas 40,8% das receitas previstas no orçamento para pagar 45,37% das despesas planejadas, como registrado no saldo orçamentário a realizar.

Um déficit preocupante para um Estado que perdeu em poupança e liquidez no primeiro semestre (STN). E aumentou o endividamento com novas operações bancárias que tem como garantia o FPE e a própria arrecadação. Ou seja, reduziu o seu espaço fiscal.

Pode contingenciar ou pressionar por mais arrecadação estadual, no que será confrontado com o R$ 1 bilhão de renúncias fiscais (1° semestre/2025) e os R$ 2 bilhões de isenções de 2024.

 E aí dependerá tão somente do esforço do Fisco, ainda sem titular. Um cargo que exige mais capacidade técnica do que articulação política.

Mas é indubitável a necessidade de um pacto tanto com a sociedade política quanto com a sociedade civil.

Ressabiadas com três governadores eleitos afastados em menos de oito anos. E sob iguais acusações.

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