Sábado, 28 de Fev de 2026

Janad e Odirley comandando o PP no Estado tem potência para subtrair e não somar a Dorinha. PL já era da chapa e PP é federado com UB. Uma migração apenas interna mas com desdobramentos políticos externos imprevisíveis

28/02/2026 179 visualizações

A entrega do PP estadual ao empresário Odirley Valcari – marido da deputada Janad Valcari – e o deslocamento da parlamentar para o partido de Ciro Nogueira tem elementos políticos suficientes para interferir no projeto de Dorinha Seabra/Eduardo Gomes e Carlos Gaguim.

Primeiro porque não há, no mundo racional, qualquer indicativo de que uma divisão pudesse representar uma soma. Mais: uma repartição interior obtivesse dividendos exteriores.

Janad e Odirley podem dar gás ao PP. Mas o resultado a Dorinha será o mesmo que o gás de Janad e Odirley se mantivessem no PL com o qual Janad disputou a prefeitura de Palmas e Odirley era o seu coordenador.

A não ser que a dupla ameaçasse deixar o grupo de Dorinha na janela partidária. Mas então por que?

Convém lembrar que os partidos mantém seu fundo de campanha eleitoral e tempo de propaganda. Independente da Federação. Ou seja, Janad comandará um fundão que não teria sua subordinação no PL.

Só para efeito de raciocínio: em 2022, o PP entregou somente a Vicentinho Jr e Lázaro Botelho a quantia de R$ 5,2 milhões de fundo de campanha. 

Isto corresponde a 83% dos R$ 6,3 milhões que UB, Republicanos e PDT depositaram na campanha de governador de Wanderlei Barbosa.

No PL, ele já é comandado pelo presidente, senador Eduardo Gomes. Mas e por que não entregá-lo (o PP) ao deputado Carlos Gaguim?

Janad já era do PL de Eduardo Gomes. E o PP obrigatoriamente teria que seguir com Dorinha (UB) por força da Federação oficializada.

Janad no PP vai sim é criar problemas na chapa proporcional. Como PP/UB formaram federação (um só partido), somarão os votos para o quociente partidário.

Justamente os votos de Janad Valcari que migrarão do PL para o PP/UB. Dificultando a reeleição de Filipe Martins e Eli Borges.

Os votos de Janad no PP/UB podem favorecer, por outro lado, uma reeleição de Carlos Gaguim (UB só elegeu ele em 2022).

É aí uma explicação plausível para uma proposta de eventual desistência do deputado (garantia de reeleição) de uma disputa ao Senado. E a inclusão do Republicanos.

E ainda tem o fator Odirley.

Janad e Odirley comandando o PP de Ciro Nogueira no Estado, convenhamos, é prato cheio.

Para a oposição.

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