O senador Irajá Abreu (pré-candidato à reeleição) e o ex-governador Mauro Carlesse (pré-candidato a deputado depois da desistência ao Senado) decidiram convocar coletiva de imprensa para esta terça.
Ambos são do PSD e não anteciparam o assunto.
Os dois hoje são aliados de mesmo partido. Mas Irajá Abreu não mandava flores a Mauro Carlesse no governo da tribuna do Senado. A artilharia era de outra natureza.
Como no convite não tem o nome do vice-governador, Laurez Moreira (PSD) – pré-candidato do partido ao governo – arriscaram os dois políticos a serem mal entendidos. Ou pior: bem entendidos.
Mauro também poderia abdicar da disputa para apoiar Irajá. Ou até mesmo uma suplência. Mas uma coletiva para isto? E sem o candidato ao governo?
Suponhamos que os dois estivessem tratando de uma dobradinha. Não é desconhecido que Carlesse gostaria de voltar a presidir o Legislativo.
Ocorre que o PSD tem mais três deputados com mandato na Assembléia (candidatos à reeleição) e um majoritário firmar com apenas um não seria a melhor estratégia.
O PSD, caso se confirme, entraria na disputa que já coloca de lados opostos Wanderlei e Dorinha.
Numa eventual eleição, a Senadora não teria como melhor aliado, como lógico, o filho do governador, Leo Barbosa, na presidência do Legislativo.
Iria preferir um que ela próprio escolhesse. E Wanderlei, desde já, executa seu plano: Leo na presidência. É uma das moedas de troca pelo apoio à candidata do UB.
Independente do assunto a ser anunciado hoje por Irajá e Carlesse, entretanto, já acentua também no grupo de Laurez divisões borbulhando, parecendo um clima de barata voa.
Iniciado com as escaramuças públicas mal disfarçadas entre os dois candidatos ao Senado: o próprio Irajá Abreu e Paulo Mourão.
Ambos disputando qual seria o candidato do presidente Lula.
Não será fácil para a senadora Kátia Abreu (PT) coordenar essa campanha de Lula no Estado.
E ainda tem as idas e vindas de Gilberto Kassab a balançar Laurez entre Lula e Ronaldo Caiado.
No popular, claro, a guerra não seria apenas de movimentos.
E o PSD já teria avaliações de que suas chances ao governo estariam se esgotando.



