Segunda-feira, 6 de Jul de 2026

Guerra dos vices: demora na escolha sugere que Dorinha pode não ter aceitado o preferido de Wanderlei no que realçaria a desconfiança entre ambos, apesar da negativa de existência de animosidade

06/07/2026 135 visualizações

Confirmado o malogro da seleção de futebol nos EUA, a política sai do seu modo-garagem para emergir à superfície da luz do dia.

E aquilo que se vislumbra (até onde a vista alcança) haveria um abismo maior que a falha de San Andreas entre o grupo de Dorinha e o de Wanderlei Barbosa.

Ora, se existiria um acordo para que Wanderlei indicasse o vice da chapa, por que diabos Dorinha (a candidata) sinalizaria que devesse esse nome ser submetido a seu escrutínio, como sugerem suas movimentações.

E ficassem adiando, ela e Wanderlei, o nome do companheiro da majoritária.

Wanderlei indicaria, desde que...

De modo que, não concordando, essa especulada combinação fosse a" res do chão", abrindo-lhe, a Dorinha, a prerrogativa de nomeá-lo, o seu preferido, da sua própria cartola.

As escolhas afunilam-se, na prática, a dois nomes: Ana Paula Rodrigues (1ª dama de Araguaína) ou Atos Gomes (da família do governador).

Não são apenas dois nomes. Mas duas regiões diferentes e que necessitam ser contempladas: Centro ou Sul do Estado, dependendo do escolhido. Os dois  maiores colégios eleitorais.

É uma problemática que, em tese, não deveria existir, consideradas as circunstâncias dadas e a aliança firmada que não teria sido selada estabelecendo critérios de amplitude ou densidade eleitoral. Eleitor não vota em vice.

Enquanto o grupo não a resolve (antes a realça), vai diluindo forças.

Dorinha parece ter problemas de menos mas sua atuação sugere buscar de mais: o aliado governador foi afastado, demonstra, muito claro, não ser o melhor estrategista político.

Mas tem aprovação considerável, faz um bom governo, tem ativo político a somar. Exerce um populismo pessoal (que pode não transferir votos), mas é do jogo.

Há, entretanto, a possibilidade de fazê-lo.  Uma aprovação popular de 66,8% (maio/26) não é fardo. E sim uma mina de ouro a ser explorada.

Dorinha também não é essa coca-cola toda em estratégia política. A rejeição e as intenções de voto sugerem equívocos.

E a não ser que Senadora enxergue possibilidade de trairagem (numa eventual eleição) de um vice indicado por Wanderlei (repetindo a história), era situação a ser modulada no suposto acordo.

Caso em que brotaria, pela lógica e por gravidade, desconfiança da própria Dorinha sobre Wanderlei.

Ou certificaria, de vez, a confiança entre ambos.

O calendário eleitoral tem mostrado, até agora, a premissa prevalente.

Ainda é prematuro concluir, mas por aquilo que pode provocar, não favoreceria a Senadora do UB.

 

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