O senador Irajá, pré-candidato à reeleição pelo PSD, afirmou nesta quinta-feira, 9, em entrevista à Rádio Nova FM de Gurupi, que o Partido dos Trabalhadores tem legitimidade para lançar candidatura própria ao Senado, inclusive com o nome de Paulo Mourão, caso essa seja a decisão da legenda.
A declaração foi dada após repercussões sobre a coletiva de imprensa em que o PSD anunciou a participação do ex-governador Mauro Carlesse no projeto político do partido e a pré-candidatura da líder comunitária Ivanete Lima ao Senado. Segundo Irajá, sua fala foi interpretada de forma equivocada.
“Eu sempre disse, com todas as letras, que esse projeto, para ser bem-sucedido e importante para o Tocantins, deveria ter a presença do PT também nessa chapa, em uma das suplências. Mas isso não traz nenhum demérito a uma candidatura própria do PT, a uma segunda candidatura, a uma terceira candidatura que fosse”, afirmou.
Irajá reforçou que não interfere nas decisões internas do PT e que cabe ao próprio partido definir seus caminhos nas convenções. “Eu não tenho nenhum tipo de gerência nas decisões que o Partido dos Trabalhadores terá nas suas convenções. Não interfiro. Longe de mim querer ter autonomia sobre as decisões que o PT toma", afirmou. Para ele, a presença do campo popular em uma composição majoritária é importante, mas não impede que a legenda tenha candidatura própria.
O senador também defendeu a pré-candidatura de Ivanete Lima, líder comunitária de Palmas, anunciada pelo PSD. Segundo Irajá, a presença de uma mulher negra, evangélica e periférica amplia a representatividade e fortalece o partido no Tocantins. “A presença da Ivanete Lima, que é uma líder inconteste na capital, como pré-candidata, agrega muito a um projeto de um partido como o PSD. Nós precisamos, neste momento, agregar forças políticas, e não desagregar”, declarou.
Na avaliação de Irajá, quem questiona a presença de Ivanete e de Mauro Carlesse no processo político precisa explicar suas razões. “Quem não quer uma mulher periférica, negra e evangélica na disputa, e também não quer um ex-governador participando do processo, precisa dizer por quê. Essas razões não devem ser eleitorais, porque tanto Ivanete quanto Mauro Carlesse têm potencial de votos”, afirmou.
Sobre Carlesse, Irajá disse que o ex-governador decidiu rever sua posição e participar do projeto aceitando uma vaga na suplência da candidatura ao Senado. Para o senador, a chegada de Carlesse fortalece o PSD e contribui para ampliar o grupo político no Tocantins. “O momento é de somar, ampliar o diálogo e construir um projeto forte para o Tocantins”, disse.
O senador também afirmou estar confiante com o crescimento do projeto em todo o Estado. Segundo ele, a pré-campanha tem percorrido os municípios tocantinenses apresentando as entregas realizadas ao longo do mandato e discutindo propostas para o futuro. “Estou bastante confiante e muito animado. Nós temos percorrido todo o Tocantins. Hoje estive em Pedro Afonso, amanhã estarei em Pequizeiro e, no sábado, provavelmente em Goianorte. A aceitação e a adesão, graças a Deus, têm crescido muito”, finalizou.



