Terça-feira, 3 de Fev de 2026

Invectivas de Cínthia no X contra Vicentinho Jr podem ter eliminado a via do acordo e mantido as dificuldades para PSDB eleger deputados proporcionais no Estado que já não são poucas. Aécio pode ser o pêndulo nesta terça

03/02/2026 109 visualizações

Há uma tendência natural à compaixão pela ex-prefeita Cínthia Ribeiro na resistência ao deputado Vicentinho Jr.

É mulher, mãe, foi uma prefeita competente e se movimenta em setor onde a maioria é formada por homens.

E ela se utiliza muito bem desta argamassa com significativo retorno político.

Mas não se está falando de assunto incluído no perímetro dos afetos. E sim de partidos e campanhas eleitorais financiadas com verbas públicas.

Some-se a isto a exigência de Vicentinho de ter o comando do PSDB para ser candidato ao governo.

Há só aí duas imposições: o comando e a candidatura. De um partido no qual sequer o deputado é ainda filiado.

Isto emprestaria, aparentemente, às invectivas de Cínthia ontem proporcionalidade à ação do deputado em busca da legenda. E que é pública.

Só que Cínthia é presidente regional, não é dona do partido que estivesse sendo traída por um aliado ou correligionário. Partidos são entidades nacionais que se mantém com voto ou dinheiro.

Cínthia não tem mandato e o PSDB no Estado apenas dois prefeitos (2024) e um deputado estadual (2022). Vicentinho 15 prefeitos e dois deputados federais.

Cínthia tem dificuldades para montar um grupo político. O PSDB não tem capilaridade nem densidade eleitoral para disputar o governo.

Vicentinho não é do PSDB e sim, até agora, do PP. Se eventualmente houver intervenção na regional tucana, a traição seria, por lógica, da direção nacional do partido.

Não há plausibilidade nem sustentação argumentativa que dê substância à objetivação da causa-PP/Vicentinho como determinante.

Ainda que possa existir conexão política. Jogo jogado nas democracias. O poder de decisão, no entanto, é de Aécio Neves.

Por aqui, o PSD entregou o comando a Laurez. No país, ontem, Gilberto Kassab anunciava entregar o cargo a Ronaldo Caiado para disputar a presidência.

Cínthia teria obtido ontem de dirigentes da legenda que continuaria na presidência no Tocantins.

Ainda está em Brasília (DF) e pode encontrar-se nesta terça com Aécio Neves, presidente nacional  da sigla.

Mas as publicações de ontem azedaram de vez a possibilidade de negociações entre o partido e Vicentinho. Soma negativa.

 

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