A oposição no país deve fechar com Flávio Bolsonaro na disputa pela presidência.
O discurso hoje é em favor da anistia e contrária às condenações daqueles que queriam dar um golpe.
A retórica - além de relativizar e banalizar golpes de Estado - pretende substituir o bolso do cidadão.
No que importa, o governo federal atual encaminhou ao Tocantins em três anos (2023/2025) a soma de R$ 31,95 bilhões de transferências (a Estado e municípios).
E outros R$ 1,901 bilhões de emendas parlamentares a Estado e municípios.
O equivalente a uma média anual R$ 10,6 bilhões de transferências e R$ 633,6 milhões de emendas.
Os números são da Secretaria do Tesouro Nacional nesta terça.
De 2019 a 2022 (quatro anos), Jair Bolsonaro repassou ao Tocantins (Estado e municípios) o total de R$ 29,45 bilhões de transferências. E R$ 1,191 bilhões de emendas parlamentares.
Uma média anual de R$ 7,3 bilhões (transferências) e R$ 297,7 milhões de emendas. Em quatro anos.
Ou seja, com um ano a menos (três anos), Lula repassou 59,6% a mais de emendas parlamentares e 6,2% de transferências ao Estado e municípios que o governo bolsonarista no quadriênio em que sentou praça no Palácio Planalto.
Os números apontam que Lula tem sido, financeiramente, mais atencioso com o Estado e deputados federais e senadores do que Jair.
Mais do bolso: nos quatro anos de Bolsonaro a inflação acumulada foi de 24,68%. Uma média anual ponderada de 8,2%.
Em três anos de Lula, a inflação acumulada é de 13,71%. Média anual ponderada de 4,57%. Metade.
Mas o "brasileiro" só vê a anistia dos golpistas e a maldade do Xandão.

