No dia em que hospitais e profissionais de saúde recrudescem movimento de não atendimento dos associados do Servir por falta de pagamento do governo, a Secretaria da Fazenda publicou (ontem) o relatório das Receitas Estaduais (ordinários) de janeiro a julho.
E dele se reforça a percepção de que os problemas da administração não tem origem na falta de recursos. Mas na execução de despesas.
As receitas estaduais registraram em julho deste ano um crescimento real de 4,09% (descontada a inflação), comparado a julho de 2025. Não é pouco.
De janeiro a julho arrecadou de receitas (fonte 0500/recursos livres) o total de R$ 7,17 bilhões.
Bem acima da previsão que era de R$ 6,87 bilhões.
Uma expansão de 2,01% (descontada a inflação) sobre a arrecadação de janeiro/julho/2025.
Como despesas não podem ser feitas sem a receita correspondente, a inadimplência, por si só já seria incompreensível.
Com superávit de arrecadação, ela fica quase inexplicável.
Ainda mais considerando que o associado tem descontados nos salários a contribuição e parte dos tratamentos.


