O governo prega uma coisa e faz outra. Esta semana reuniu novamente os poderes e pediu ajuda na redução de gastos. Não é um método, diga-se, criado por Mauro Carlesse. Nem surpreende, na forma, a aceitação dos envolvidos à rendição voluntária mesmo contrária à execução orçamentária.

Na proposta de Lei Orçamentária protocolada pelo Executivo na Assembléia há sete dias (e ainda não lida nem publicada pela mesa diretora apesar do prazo exíguo para apreciação e votação), o governo, entretanto, eleva as despesas com pessoal em 3,9%. Estima gastar R$ 5,804 bilhões contra os R$ 5,588 bilhões autorizados para 2018. Ou seja, R$ 219 milhões (quase uma folha) a mais.

O Executivo, por seus próprios balanços (relatório segundo quadrimestre) já gastava 55,34% das receitas com salários de servidores (o máximo é 49%). Elevar a previsão não é certamente animação à redução e enquadramento.

No orçamento de 2018, sem pagar a maior parte da folha de novembro, o Executivo já havia empenhado até hoje (nesta quinta) R$ 5,1 bilhões (e liquidado R$ 5,058 bilhões). Com o pagamento de dezembro e o 13º dos aniversariantes do mês, certamente irá entrar no vermelho orçamentário.

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Ponto Cartesiano

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