O governo finalmente publicou o balanço do segundo quadrimestre. Está lá no Diário Oficial. E os números indicam melhoras, ainda que se possa atribuir o desempenho, em larga escala, ao incremento das receitas por parte do fisco estadual.
O governo reduziu para 54,34% das receitas correntes líquidas o gasto com pessoal. Fechou o primeiro quadrimestre com 58,22%. O governo Mauro Carlesse teria reduzido, portanto, 3,88 pontos percentuais em cinco meses. Não é pouco.
Considerando a receita corrente líquida de R$ 7,2 bilhões, teria reduzido o comprometimento com a folha (proporcionalmente) o equivalente a R$ 161 milhões.
Isto porque no primeiro quadrimestre (RCL de R$ 7,1 bilhões) o governo gastava R$ 4,112 bilhões com funcionalismo (despesa líquida por ano). No balanço do segundo quadrimestre, esse valor cai para R$ 3,951 bilhões/ano com uma RCL de R$ 7,2 bilhões.
O problema é que a variação da despesa bruta com pessoal teria aumentado de R$ 5,295 bilhões (primeiro quadrimestre) para R$ 5,358 (segundo quadrimestre). Um aumento de R$ 63 milhões, provocadas certamente pelo pagamento de despesas de exercícios anteriores, indenizações, decisões judiciais e inativos e pensionistas com recursos vinculados.


