A demissão do comandante geral do Corpo de Bombeiros, Peterson Ornelas, na noite de ontem tende a reduzir o “brilho” que aguardam os aliados da senadora Dorinha Seabra (UB) da reunião nesta quarta em Araguaína.
A forma e os motivos presumíveis da exoneração tem potência para dividir as atenções desta quarta.
Ornelas foi pego de surpresa, por telefonema da Casa Civil, quando a demissão já estava pulando no Diário Oficial.
E os motivos não são irrelevantes: o Corpo de Bombeiros resistiria ao avanço do uso político da Política Militar.
Depois da criação de coronéis sem vagas (que criou efeito dominó), a PM pretende abrir a Fundação Pró-Tocantins para as demais associações.
A Fundação é mantida com 0,5% do soldo dos militares para “melhor atender as necessidades dos militares ativos e inativos do Estado do Tocantins, dos pensionistas, dos servidores civis contribuintes do FAM (Fundo de Assistência dos Militares Ativos e Inativos) e de seus respectivos dependentes legais.
Em ano eleitoral e com valores de preços da saúde nas alturas, expandir o serviço às associações civis eleva o contingente de votos aproveitáveis e disponíveis.
Há um imenso mau cheiro exalando dos quartéis contaminando o PMs profissionais. Antes mesmo da campanha eleitoral.



