A senadora Dorinha Seabra (pré-candidata do União Progressista ao governo) reúne lideranças e pré-candidatos hoje em Araguaína.
A perspectiva na manhã de hoje de aliados de Dorinha é de que será a arrancada da campanha.
Dorinha tem nomes fortes: o senador Eduardo Gomes, deputado Carlos Gaguim, o prefeito Wagner Rodrigues, ex-prefeito Ronaldo Dimas, o prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira, Josi Nunes (Gurupi), Celso Morais (Paraíso), Ronivon Maciel (Porto) e o governador Wanderlei Barbosa, dentre outros.
Será no ginásio Pedro Quaresma. É um lugar menor do que o Centro de Convenções utilizado por Vicentinho Jr na semana passada. A escolha sinaliza precaução com imagens.
O grupo de Dorinha é denominado de União pelo Tocantins. Customiza o União do Tocantins, de Siqueira Campos.
União pelo Tocantins, na semântica, projeta algo circunstancial, diferente do União do Tocantins. Uma é por uma causa determinada. Outra é a própria causa.
A diferença estabelecida, certo modo, tem sentido correspondente com os fatos correntes.
Como apurou o blog na noite de ontem, o governador Wanderlei Barbosa deve participar.
E chamou Atos Gomes (o seu vice) para acompanhá-lo. Atos estaria com outra viagem programada para o Sudeste. Mudou os planos.
A insistência de Wanderlei na indicação do vice contrasta, com efeito, com a resistência de Dorinha em aceitá-lo.
No grupo próximo de aliados e familiares de Wanderlei, o governo não abriria mão de indicar Atos.
E enxergaria que não só Dorinha fosse contra. Mas outros da chapa também resistiriam a uma indicação do Palácio.
Sem Wanderlei, no entanto, as probabilidades de êxito de Dorinha são diminuídas. E se Wanderlei trabalhar contra, pior ainda. Isto é matemática.
Dorinha tem mantido nas pesquisas uma rejeição na casa dos 31%. Maior do que a de seu principal adversário. E nas intenções de voto, os dois seguem praticamente empatados tecnicamente.
Wanderlei com aprovação popular na faixa dos 66% seria, na certa, aliado a ser conservado. E isto não se dará oferecendo contrariedades.
O governador, avaliam pessoas que lhe são muito próximas, não abre mão do vice.
No fundo, não é uma questão de nomes. Poderia ser A, B ou C. A questão é Wanderlei dentro do governo de Dorinha. E que Dorinha terá que aceitar se quiser ter êxito ou facilitar sua eleição
No popular: se aceitar, doerá menos.



