O governo tem feito uso dos R$ 40 milhões de superávit (despesas menores que receitas) no primeiro semestre como demonstrativo de que estivesse em melhor situação do que os números da execução orçamentária registram. E sustentassem o cancelamento do contingenciamento decretado em maio de R$ 47 milhões.
Apesar de as receitas terem efetivamente crescido e apresentado uma suposta redução de despesas (dado positivo), a conta não é bem assim. O governo (só até o 1º quadrimestre de 2019) – dados do TCE – já registrava escandalosos R$ 1 bilhão de despesas sem orçamento e sem financeiro.
Os R$ 40 milhões de superávit, assim, representam migalhas no estrondoso gasto não previsto na lei orçamentária e sem dinheiro (financeiro) para bancá-la que o Executivo efetuou nos primeiros quatro meses do ano. Meros 4% do tamanho do buraco.
Políticamente, entretanto, como já é possível notar, o "superávit" tem o condão de esquentar mais R$ 47 milhões de despesas ( a partir do anunciado descongenciamendo justificado pelo superávit) com um déficit de R$ 1 bilhão de janeiro a abril identificado pelo TCE e recomendado, pelo relator do orçamento deste ano, que o governo coloque termo.


