A já dada como certa fusão entre o PSDB e o Podemos (anunciada ontem pelo presidente tucano) pode levar a ex-prefeita Cínthia Ribeiro e o atual prefeito Eduardo Siqueira ao embate pelo comando da nova sigla no Estado.

Eduardo teria maior vantagem em decorrência do mandato de prefeito. Apesar de Cínthia continuar a exercer cargo na FNP e, em tese, seria pouco prazo para deixar de manter recall do apoio popular que registrava na Chefia do Executivo.

A escalada pública de aliados do prefeito (e até secretários) com acusações à ex, sinalizam, por isto, que, no Estado, a aliança não significará união política automática.

E aí a contradição: os dois partidos buscam fundir-se para evitar a cláusula de barreira. Temem não ter deputados federais suficientes nas urnas em 2026 para manter as verbas eleitorais.

Hoje o Podemos tem apenas 15 deputados federais e o PSDB (que já governou o país por duas vezes) tem apenas 13 parlamentares na Câmara dos Deputados.

Se somarem, além de aumentar as possibilidades de  mais parlamentares, nasceria um partido com um fundo eleitoral e partidário relevante.

No Estado, o PSDB tem dois deputados estaduais e elegeu quatro prefeitos. O Podemos não tem deputado estadual e saiu das urnas no ano passado com apenas um prefeito.

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