São merecedoras de reconhecimento, pelo retorno ao bom senso e à lógica do mercado, as explicações do Sindicato dos Frigoríficos ao Jornal do Tocantins desta quarta, pretextando justificar o reajuste da carne bovina. Na tese, o aumento se dá pela relação oferta e procura. De acordo com o Jornal, o reajuste seria de 25% a 30% na Capital.
Segundo o Sindicato, mais frigoríficos no país tiveram autorização para exportar o produto (inclusive do Tocantins). De outro modo, haveria mais demanda que oferta. Algo aumentado com a demanda de final de ano. No ano passado, foi a mesma coisa.
O Sindicarnes explica didaticamente que essa relação de escassez do produto aumenta o preço que os frigoríficos repassam aos açougues. Ou seja, o prejuízo se dá é no consumo, ali, no bolso do consumidor, e não no bolso do empresário.
Ora,ora. Não faz dois meses o Sindicarnes saiu com a balela de que os preços da carne no Estado seriam reajustados se o governo não mantivesse as isenções de R$ 200 milhões por ano que o governo os concedia quando a maior parte do produto era destinada à exportação. A mesma que atua nos preços.
A exportação que as isenções incentivava contribuía, não para a diminuição do preço, mas para seu aumento!!!! já que agora, o aumento é atribuído à falta do produto pela elevação do número de plantas frigoríficas autorizadas a exportar a carne.
Em cinco anos, os frigoríficos do Estado tiveram isenções fiscais de R$ 900 milhões e o preço da carne sempre reajustado porque é regulada pela oferta e procura. E mesmo assim foram autuados em R$ 57 milhões este ano por deixarem de pagar os 1% de impostos com que são beneficiados.
Governo em frigoríficos alinhavam um acordo há dois meses e não chegaram a consenso, pelo visto, sobre as isenções. Uma confissão dessas de hoje do Sindicarnes, em condições normais, cotejado o argumento pela sua manutenção, seria expediente a favorecer o fim dos benefícios fiscais dado que os frigoríficos informam que não tem prejuízo porque os custos da falta do produto numa economia de mercado eles os repassam ao consumidor.
Este sim que paga pela isenção do imposto e os custos do valor que pagam os frigoríficos pelo produto que abatem e colocam no mercado. Ah, LA, tem os empregos. Ora, empresário quando monta um negócio tem que bancar seus empregados e não o poder público. Pergunte aí um frigorífico se ele é cabide de empregos!!!!


