Os aliados de Wanderlei Barbosa (e Dorinha Seabra) são levados, mais pela reação da oposição, a ocupar-se e preocupar-se com a movimentação processual do HC no Supremo.
A movimentação pode ter sido meramente regimental. Nunes Marques o teria herdado de Roberto Barroso que aposentou-se. A Câmara agora está completa com Luiz Fux.
Da perspectiva do poder político, um novo afastamento do Governador em nada alteraria a inércia eleitoral. Esse poder já mudou de lado.
E é pouco provável que o STF – que já é questionado nas urnas - remeta o Estado a tamanha confusão no período eleitoral interferindo nas eleições.
Wanderlei sairia de vítima e Dorinha sua redentora. Num inquérito questionável desde a abertura. Wanderlei não era governador nem autorizador de desembolso.
Foi despejado no inquérito já na 2ª instância. Se haveria evidências/indícios de fraudes, não se comprovam nas peças do inquérito as digitais do Governador. Mas foi afastado mesmo assim.
Wanderlei só tem mais quatro meses de governo. Os ex-ocupantes do Palácio Araguaia sabem o que isto significa. E isto não se dá porque é Wanderlei. É a lógica do poder político.
Ademais, Wanderlei trocou o que lhe restava por uma nesga de poder com o compartilhamento da indicação do vice. Fez o que lhe restava após os desgastes do afastamento e do inquérito no STJ.


